terça-feira, dezembro 22

FELIZ NATAL A TODOS!!!

 

É isso aí pessoal, já está chegando o Natal. A equipe Literatura & Ciência agradece a particpação e a colaboração de vocês, desejando um feliz Natal e um próspero ano novo.

 

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Comemoremos a vida, a família, os amigos e os nossos ideais. Ah ! Como seria bom se nesse natal pudéssemos realizar todos nossos sonhos.
Se pudéssemos enfrentar de cabeça erguida todos nossos problemas e sairmos vitoriosos em tudo isso.
Como eu gostaria de poder realizar meu sonho sentimental e nesse dia feliz encontrar quem eu, por toda minha vida procurei.
Encontrar você... meu mais doce amor! E juntos poderíamos navegar no embalo das músicas natalinas, no soar de cada sino e brilharmos juntinhos feito luzes de natal.
E tenha a certeza que esse dia, seria o dia mais feliz da minha vida, pois seria uma noite de grandes felicidades... uma Noite de Natal.

domingo, dezembro 20

PROCESSO SELETIVO DE COLUNISTAS

      

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    O presente Concurso tem por finalidade determinar os colunistas que farão parte do blog: Literatura & Ciência no ano de 2010. Estes ficaram encarregados de publicarem artigos semanalmente, garantindo aos leitores o melhor conteúdo literário.

REGRAS:

  • Os participantes interessados em tornar-se um colunista do blog: LITERATURA & CIÊNCIA deverão enviar um artigo, no formato DOC (Microsoft Word), na categoria escolhida, com no mínimo 2.000 caracteres e no máxino 4.000 para o email: literaturaeciencia.blogspot.com
  • O título do artigo ficará a critério do participante.
  • Os respectivos artigos, devem ser enviados até o dia 31 de janeiro de 2009. Os textos serão analisado, e os convocados serão informados por email até o dia 01 de janeiro de 2010.

  • Os participantes devem escrever seus artigos nas seguinte categorias:

- POEMAS;

- LITERATURA MODERNA;

- CORDEL;

- LIVROS;

- CONTOS;

- CRÔNICAS.

 

  • Cada participante terá o direito de enviar apenas 1(um) artigo. O participante que enviar mais de um, será automaticamente desclassificado.
  • Os colunistas do blog: Literatura & Ciência, não receberão remuneração. A prática na arte de escrever e a oportunidade de compartilhar conhecimentos serão seus benefícios.

MODELO DO ARTIGO

 

TÍTULO DO ARTIGO

Nome do Participante

 

[Texto em arial 12, espaçamento 1,5]

 

 

Nome Completo:

Idade:

Cidade/Estado:

Telefone para Contato:

BOA SORTE A TODOS!

Eliabe Macêdo de Paiva

 

OS INTERESSADOS DEVEM COMENTAR!!!

sexta-feira, dezembro 18

LEVI PAIVA DE MACÊDO - POEMAS

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Confiram a participação do poeta Levi Paiva de Macêdo. Abaixo seguem seus poemas. Obrigado por sua contribuição!

Boa Leitura.

 

Almejo a paz


Um canto de um passarinho satisfaz
Tomar banho de cachoeira é demais
Sentir o cheiro do ar puro do campo é flor
Exalar perfume do amor
Sentir como a vida é bela
Uma eterna e sublime aquarela
Uma serenidade no outono ou primavera
inverno ou verão
Uma vida cheia de emoção
Amar
Passeiar
Trabalhar
Cantar
Cantarolar
Eu sou assim
Um peregrino da Esperança
A Fé minha alcança
Vivo em Paz
Em contato constante com o universo
Num olhar de uma criança
Esperança
A vida é o álacre olor
O melhor sabor
Uma vida bem vivida
Adornada pela guarida
Na plenitude do amor
Este a maior energia
E melhor e mais capaz simetria
Na simiose da explendidade felicidade
Viver hoje a eternidade
fazer amizades
Sinceridade
Olhar a vida com bons olhos
Ser otismita e andar na pista
Do amor e da paz
Ser justo e de bom coração
Emoção
Capaz de satisfazer
O Recôndido
O Âmago
Sou Feliz!


Levi Paiva de Macêdo

 

TEU SILÊNCIO

Esse teu silencio é devorador
Esse teu silencio me faz sofrer
Sofrer por amor
Por te amar e te querer
Teu silencio assusta
Um coração de um homem
Um homem carente do teu amor
Que te oferece uma flor
Teu silencio
Minha incerteza
Natureza
De um homem viril
Azul anil
Qualquer cor
A cor do amor
Teu silencio é voraz
É capaz
De desnortear
Provocar
Uma situação
Difícil
Diferente
De um homem gentil
Azul anil
De um homem carente
Ah! Esse teu silencio me pertuba
Teu gelo me arrasa
Fico sem graça
Sem forças para viver
Porque só amo você.


Levi Paiva de Macêdo

500 acessos!!!

 

          Parabéns a vocês leitores, estamos com 500 acessos. Devemos tudo isso ao interesse de vocês por parte do blog. Agradecemos a todos. Todos os dias estamos atualizando para oferecer o melhor conteúdo literário.

 

AINDA DÁ TEMPO!

PARTICIPEM escrevendo para literaturaeciencia@hotmail.com

quarta-feira, dezembro 16

O Sabido sem Estudo - CORDEL

 

       O cordel que estou postando aqui, vem do site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

 

O Sabido sem Estudo
Autor: Manuel Camilo dos Santos

Deus escreve em linhas tortas
Tão certo chega faz gosto
E fez tudo abaixo dele
Nada lhe será oposto
Um do outro desigual
Por isto o mundo é composto

Vejamos que diferença
Nos seres do Criador
A águia um pássaro tão grande
Tão pequeno um beija-flor
A ema tão corredeira
E o urubu tão voador

Vê-se a lua tão formosa
E o sol tão carrancudo
Vê-se um lajedo tão grande
E um seixinho tão miúdo
O muçu tão mole e liso
O jacaré tão cascudo

Vê-se um homem tão calado
Já outro tão divertido
Um mole, fraco e mofino
Outro valente e atrevido
Às vezes um rico tão tolo
E um pobre tão sabido

É o caso que me refiro
De quem pretendo contar
A vida d’um homem pobre
Que mesmo sem estudar
Ganhou o nome de sábio
E por fim veio a enricar

Esse homem nunca achou
Nada que o enrascasse
Problema por mais difícil
Nem cilada que o pegasse
Quenguista que o iludisse
Questão qu’ele não ganhasse

Era um tipo baixo e grosso
Musculoso e carrancudo
Não conhecia uma letra
Porém sabia de tudo
O povo o denominou
O Sabido Sem Estudo...

Um dia chegou-lhe um moço
Já em tempo de chorar
Dizendo que tinha dado
Cem contos para guardar
Num hotel e o hoteleiro
Não quis mais o entregar

O Sabido Sem Estudo
Disse: - isto é novidade?
Se quer me gratificar
Vamos lá hoje d etarde
Se ele entregar disse o moço:
- Dou ao senhor a metade

O Sabido Sem Estudo
Disse: - você vá na frente
Que depois eu vou atrás
Quando eu chegar se apresente
Faça que não me conhece
Aí peça novamente

O Sabido Sem Estudo
Logo assim que lá chegou
Falou com o hoteleiro
Este alegre o abraçou
O rapaz nesse momento
Também se apresentou

O Sabido Sem Estudo
Disse: - Eu quero me hospedar
Me diga se a casa é séria
Pois eu preciso guardar
Quinhentos contos de réis
Pra depois vir procurar

Respondeu o hoteleiro:
- Pois não, a casa é capaz
Agora mesmo eu já ia
Entregar a este rapaz
Cem contos que guardei dele
Há pouco dias atrás

Nisto o dono do hotel
Entrou e saiu ligeiro
Com um pacote, disse ao moço:
- Pronto amigo, seu dinheiro
Confira que está certo
Pois sou homem verdadeiro

Aí o Sabido disse:
- Ladrão se pega é assim
Você enganou o tolo
Mas foi lesado por mim
Vou metê-lo na polícia
Ladrão, safado, ruim

O hoteleiro caiu
Nos pés dele lhe rogando:
- Ó meu senhor não descubra
Disse ele: - só me dando
A metade do dinheiro
Que você ia roubando

O hoteleiro prevendo
A derrota em que caía
Além de ir pra cadeia
Perder toda freguesia
Teve que gratificar-lhe
Se não ele descobria

Foi ver os cinqüenta contos
No mesmo instante lhe deu
Outros cinqüenta do moço
Ele também recebeu
E disse: - nestas questões
Quem ganha sempre sou eu

E assim correu a fama
Do Sabido Sem Estudo
Quando ele possuía
Um cabedal bem graúdo
O rei logo indignou-se
Quando lhe contaram tudo

Disse o rei: - e esse homem
Sem nada ter estudado
Vive de vencer questão?
Isso é pra advogado
Vou botá-lo num enrasque
Depois o mato enforcado

O rei mandou o chamar
E disse: - eu quero saber
Se o senhor é sabido
Como ouço alguém dizer
Vou decidir sua sorte
Ou enricar ou morrer

Você agora vai ser
O médico do hospital
E dentro de quatro dias
Tem que curar afinal
Os doentes que lá estão
De qualquer que seja o mal

Se você nos quatro dias
Deixar-me tudo curado
De forma que fique mesmo
O prédio desocupado
Ganhará cinco mil contos
Se não será degolado

Está certo disse ele
E saiu dizendo assim:
- O rei com essa asneira
Pensa que vai dar-me fim
Pois eu vou mostrar a ele
Se isto é nada pra mim

E chegando no hospital
Disse à turma de enfermeiros:
- Vocês podem ir embora
Eu sou médico verdadeiro
De amanhã em diante aqui
Vocês não ganham dinheiro

Porque amanhã eu chego
Bem cedo aqui neste canto
Mato um destes doentes
E cozinho um tanto ou quanto
Com o caldo faço remédio
E curar os outros eu garanto

Foram embora os enfermeiros
E ele saiu calado
Os doentes cada um
Ficou dizendo cismado
- Qual será o que ele mata?
Será eu? Isto é danado!...

Outro dizia consigo:
- Será eu o caipora?
Mais tarde um disse: - E eu
Estou sentindo melhora
Outro levantou e disse:
- Estou melhor, vou embora

Um amarelo que estava
Batendo o papo e inchado
Lavantou-se e disse: - Eu
Estou até melhorado
Pois já estou me achando
Mais forte, gordo e corado

Já estou sentindo calor
De vez em quando um suor
Um doente disse: - Tu
Estás é muito peior
Disse o amarelo: - Não
Vou embora, estou melhor

E assim foram saindo
Cada qual para o seu lado
Quando chegava na porta
Dizia: - Vôte danado!
O diavo é quem fica aqui
Pra amanhã ser cozinhado

Um moço disse que ouviu
Um mudo e surdo dizer
Que um cego tinha visto
Um aleijado correr
Sozinho de madrugada
Já com medo de morrer

De fato um aleijado
Que tinha as pernas pegadas
Foi dormir, quando acordou
Não achou os camaradas
A casa estava deserta
E as camas desocupadas

Com medo pulou da cama
E as pernas desencolheu
Rasgou a "péia" no meio
E assombrado correu
Dizendo: - Fiquei dormindo
E nem acordaram eu!...

No outro dia bem cedo
O Sabido Sem estudo
Chegando no hospital
Achou-o deserto de tudo
Sorriu e disse consigo:
- Passei no rei um canudo

O Sabido Sem Estudo
Chegou no prazo marcado
Na corte e disse ao rei:
- Pronto já fiz seu mandado
Os doentes do hospital
Já saiu tudo curado

O rei foi pessoalmente
Percorrer o hospital
Não achando um só doente
Disse consigo afinal:
- Aquele ou é satanás
Ou um ente divinal

Deu-lhe o dinheiro e lhe disse:
- Retire-se do meu reinado
O Sabido Sem Estudo
Lhe disse: - Muito obrigado
Pra ganhar dinheiro assim
Tem às ordens um seu criado

Campina Grande, PB, 21/11/1955

FIM

Literatura de Cordel

 

          Confiram a primeira vez que a literatura de Cordel passa pelo nosso blog. Sem dúvidas aparecerão outras vezes! Se você escreve literatura de Cordel, envie o seu trabalho para o nosso email. Sua participação é fundamental.

 

O que é literatura de cordel?

 

          Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo.

          O nome de Cordel  teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.

 

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Origens da literatura de cordel

 

          As primeiras manifestações da literatura popular no ocidente ocorreram por volta do século XII. Peregrinos encontravam-se no sul da França, em direção à Palestina; no norte da Itália, para chegar à Roma; e ainda na Galícia, no santuário de Santiago.

          Nesses encontros eram transmitidas as histórias e compostos os primeiros versos, de forma muito primitiva.

             O que interessa para nós é que foi dessa forma que surgiram os primeiros núcleos de cultura regional que espalharam-se pela Europa e, posteriormente, pela América.

 

Grandes autores da poesia popular brasileira

 

Centenas, talvez milhares de autores poderiam ser listados aqui, mas vou falar dos três mais conhecidos.

Leandro Gomes de Barros

Foi o mais importante e mais famoso autor da literatura de cordel brasileira. Seu livreto “O Cachorro dos mortos” vendeu mais de um milhão de exemplares.

João Martins de Athayde

Autor popular que mais produziu. Comprou os direitos autorais de Leandro Gomes de Barros quando da sua morte, passando a editar também seus poemas.

Cuíca de Santo Amaro

O mais terrível poeta popular. Fazia denúncias contra corruptos e poderosos de sua época. Era amigo íntimo de Jorge Amado, que o incluiu como personagem em seus Tereza Batista, Cansada de Guerra  e no conto A morte de Quincas Berro D’água.

Agradecemos ao site: www.lendo.org

segunda-feira, dezembro 14

POEMA- INGLÊS

 

Confiram o nosso primeiro poema em INGLÊS, agradeço ao pessoal do ENGLISH EXPERT!

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore —
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
“‘Tis some visitor,” I muttered, “tapping at my chamber door —
Only this and nothing more.”

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December;
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; — vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow — sorrow for the lost Lenore —
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore —
Nameless here for evermore.

And the silken, sad, uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me — filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating
“‘Tis some visitor entreating entrance at my chamber door —
Some late visitor entreating entrance at my chamber door; —
This it is and nothing more.”

domingo, dezembro 13

O sonho - CONTO

 

Nosso primeiro CONTO. Divirtam-se!

 

Um homem vivia adoentado e triste, porém, nos seus sonhos não era assim. É interessante que meio sem explicação, a vida nos sonhos reflete desejos ou medos. Lá, este homem que na vida sentia-se tão solitário, vivenciava um casamento feliz com todos os requintes e detalhes que uma vida a dois angaria para expressar contentamentos. Havia também um filho lindo e atencioso, cujas habilidades e presteza faziam prever um belo futuro de um homem de status e de moral irrepreensível. Tudo gratificante!

Comumente, acontecia este sonho. Uma vida inteira revelada em períodos de sonho que pareciam refletir-se num tempo único e indefinível.

Entretanto, uma fruta saborosa tem que ter um caroço dentro!

Porque momentos tão bons têm que apresentar percalços?

Assim, ainda em seu sonho bom, este homem descobrira o acometimento de uma enfermidade. A mesma enfermidade ignorada nos seus sonhos, e sufocada por uma vida de realizações pessoais Estranhamente, o rosto deste homem confundia-se, mas o da mulher e do filho eram tão familiares! Aquelas pessoas queridas reprimiam o seu “eu”.

Lembranças de um tempo que nem havia acontecido? Ou o passado, presente e futuro se alinhariam para montar uma história?

No final, o que importa são as sensações e os sentimentos, pois estes é que perpetuam-se. Pensando desta maneira, o homem sonhador começou a achar que devia trazer à tona uma vida plena.

- Ora, os sentimentos são intensos, e por isso devem ter a pretensão de se realizarem – pensava assim.
Na verdade, mesmo vivenciando este sonho, e repentinamente refletindo ali uma limitação corpórea, não sabia realmente se suas visões haviam se transformado subitamente em um pesadelo!

Acordar ou continuar sonhando...?

E neste momento se deve gritar o quanto se quer ser feliz; e para isso, tem que se aprender a ignorar os fatores negativos adjacentes ao sucesso, ou mesmo declarar que os caroços das frutas mais gostosas não têm poder para negar seu sabor mais intenso.

No seu sonho, a sua mulher passou a cuidar dele ainda com mais carinho e zelo, com a atenção pretendida por todo aquele que se encontra abatido pelas intempéries da vida.

A alegria era tão grande que já não importava estar ou não debilitado naquele sonho.

Parece incoerente, mas ele até tinha vontade de continuar frágilizado, desde que houvessem mãos acalentadoras... . Fitando o belo rosto daquela mulher, aquele homem não atentava mais para seus incômodos sonhados.

De repente despertou. Levantou da cama mais disposto. Decidiu procurar e vivenciar a felicidade, ao invés de se justificar através de suas auto-comiserações. Conseguiu, então, entender que apenas uma proposta de vida feliz tem a autoridade de frustrar qualquer sugestão de sofrimento!

“Sem querer" esqueceu. Poucos dias depois constatou...
Ele acabou realmente trazendo à tona o sonho bom... .

Sesinando Fontes
http://sesinandofontes.blogspot.com

sábado, dezembro 12

Relação e Amor – Eliabe Macêdo

Luz apagada, lençóis sobre a cama,
Calor, fogo, paixão.
Mãos,
Pernas,
Mãos,
Boca,
Sua boca,
Minha boca,
Nossa boca,
olhar,
mãos,
beijos,
Seu olhar penetrante ao meu,
seu corpo entrelaçado ao meu,
Seu toque de leveza, suas palavras
sedutoras, suspiros enlouquecedores.
Arrepios,
mãos,
toques,
seu corpo,
Meu corpo,
Nosso corpo,
Agora somos um, agora somos carne
da carne, sangue do meu sangue.
Enveneno-me do teu suor,
enlouqueço-me de tua paixão.

Eliabe Macêdo.

Dedos calejados – Eliabe Macêdo


Meus dedos calejados, inflamados
Como a perda de uma paixão.
Dormente como a conformidade de
                                                  [te perder.
Com remédios na esperança de me
Curar e te ter.

Meus dedos calejados,
Com lágrimas de dor que se confundem
com o amor, que a dolorosa saudade
                                                   [me deixou.

Eliabe Macêdo.

SONETO LXXXVIII - William Shakespeare


Quando me tratas mau e, desprezado,
Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.
Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.
Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,
Pois o que ganhas duas vezes ganho.
Assim é o meu amor e a ti o reporto:
Por ti todas as culpas eu suporto.

William Shakespeare

sábado, novembro 28

NEM TODO LÁPIS É POETA – ELIABE M.

Nem todo lápis é poeta

Lápis sobre o papel, papéis
sobre o borrão. Fortes pisadas
do grafite sobre o papel. Com
uma linha grossa, toda duvidosa
retorna ao chão.

Lápis sobre o papel, na tentativa
de se expressar, nem todo lápis
é poeta, nem todo lápis sabe falar.

Lápis sobre o papel, na tentativa
de se expressar, alguns lápis já nascem
poetas, não mandam fabricar.

Lápis sobre o papel, um lápis a escrever,

linhas perfeitas, sentimentos a escorrer.

Esse lápis já nasceu poeta,
não aprendeu a escrever.

Eliabe Macêdo.

quinta-feira, novembro 19

Rios sem discurso - João Cabral de Melo Neto

 

Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloqüência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase a frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.

João Cabral de Melo Neto

terça-feira, novembro 17

Sozinho - Eduardo Oliveira Freire


A menina procurou uma peça bem pequena do quebra-cabeça, que acabara de ganhar de presente.

- Não acho, mãe! - começou a chorar.

- Quem manda, não ter cuidado com suas coisas.- disse a mãe.

Ela continuou a chorar por algum tempo, depois, esqueceu-se da pecinha perdida. Foi brincar com uma coleguinha da rua, onde morava. Aprendeu, que se perde algo ou alguém.
No fim da tarde caiu uma tempestade, típica chuva de verão.

*******
Uma peça se separa do quebra-cabeça. Almeja conhecer outras paisagens. Um grito intenso surge em sua consciência: "Quero ser só".
O vento a sopra para baixo da mesa. A vassoura a varre para fora da casa. A água do rio transborda, carregando-a para longe.
Ela nunca voltou para casa, nem sabe mais o caminho de volta. Esqueceu-se de seu passado. Vive intensamente o presente:


"Eu sou o meu próprio quebra-cabeça".

Eduardo Oliveira Freire

A vida de uma lágrima(Rondel)

 

Dos meus olhos escorrega uma lágrima

Num trajeto laborioso até o solo

Gota de cristal transformada em magma

Vulcanizando meu peito na busca do teu colo

Precisa gota que brota da ânima

Pequena pedra de sal que desce sem dolo

Dos meus olhos escorrega uma lágrima

Num trajeto laborioso até o solo

Pesada e viscosa é a lágrima que cai

A burilar meus sentimentos na porosidade dos meus lamaçais

Marejando meus pensamentos, lubrificando meus ais

Solitários momentos na inquietude da alma

Dos meus olhos escorrega uma lágrima

Úrsula A. Vairo Maia

"Palavras que ferem"

 

Daqueles cujo domínio próprio não controla
São como bisturi, ferem a aorta contundente.
Provocam grandes terremotos, vítimas fatais
Corações destroem, intrinsecamente.

Armas potentes, machucam, ferem
Envenenadas de puro rancor, deixam feridas.
Golpes premeditados duramente
Fazem sangrar, quando friamente proferidas.

Quem as usa, tem consciência do mal feito.
Geralmente das regras e limites é conhecedor
Porem um prazer mórbido é sentido
Vendo no alvo do ódio, do sangue o sabor.

Ironicamente, não se dão conta os desatentos. 
Os mesmos lábios que profetizam mansidão
Pregam o amor, falam de paz e harmonia.
Deixam marcas indeléveis, destroem coração.

Ousam citar de Deus o nome, fria realidade.
E incapazes de perceber espontaneamente
O tronco que lhes atravessa o olho, e os cega.
Apontam o cisco, no olhar do semelhante.

Talvez, em nome de uma vingança infundada.
Quem sabe o coração ferido, seja o argumento.
E para pisar, esmagar e ferir brutalmente. 
Só esperam por uma brecha, um momento.

Quantos defeitos soterrados veríamos.
Pudéssemos a alma, em estado bruto sondar,
E remexendo escombros reconheceríamos.
Que apenas Deus tem poder para julgar.

Talvez , com nossos defeitos aparentes.
Pegaríamos à mão a esperar estendida.
E mesmo quando feridos e machucados
Entoaríamos apenas palavras de vida.

Glória Salles

sábado, novembro 14

Poemas diversos

 

POEMINHA SENTIMENTAL
O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana

 

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Carlos Drummond de Andrade

 

As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

 

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

sexta-feira, novembro 13

Catar Feijão - João Cabral de Melo Neto

 

Catar Feijão

1.

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

2.

Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.

João Cabral de Melo Neto

A VIDA É CURTA – RICARDO/NATAL-RN

    Essa é a primeira participação de um leitor. Faça o mesmo, participe mandando o seu poema ou texto literário para: literaturaeciencia@hotmail.com.

 

A vida é curta

A vida é curta!
Temos que aproveitar
Cada minuto, cada hora,
Cada segundo,
Neste louco e conturbado mundo!

Devemos viver,
Não apenas existir!
Um dia vamos morrer,
Da Terra vamos sumir!

Rancores,
Melancolias,
Para que guardar?
Amores,
Alegrias,
É o que precisamos cultivar!

A vida é curta!
Pra que ter ressentimento
De alguém?
Evitemos da nossa alma o envenenamento!

Façamos coisas boas,
Amemos a nós mesmos e as outras pessoas,
Pratiquemos o bem!

A vida é curta!
Perdoemos quem nos magoa,
Liberte-se e liberte-os com o perdão,
Assim purificas a alma e o coração!

A vida é curta!
Devemos vivê-la intensamente.
Deixemos para trás o que passou,
Vivamos o presente!

Ricardo Henrique Barboza da Silva

O Amor (Fernando Pessoa)

 
O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Machado de Assis - Poemas

 

Círculo Vicioso


Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?

No alto


O poeta chegara ao alto da montanha,
E quando ia a descer a vertente do oeste,
Viu uma cousa estranha,
Uma figura má.
Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste,
Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha,
Num tom medroso e agreste
Pergunta o que será.
Como se perde no ar um som festivo e doce,
Ou bem como se fosse
Um pensamento vão,
Ariel se desfez sem lhe dar mais resposta.
Para descer a encosta
O outro lhe deu a mão.

 

Bons Amigos


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

PARTICIPEM!

 

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DOM QUIXOTE - Cervantes

 

        A batalha dos moinhos de vento Dom Quixote e Sancho Pança chegaram a um local onde havia trinta ou quarenta moinhos de vento. Dom Quixote disse a Sancho Pança que havia dezenas de míseros gigantes que ele ia combater. Sancho pediu para Dom Quixote observar melhor, pois não eram gigantes e simplesmente moinhos de vento. Dom Quixote aproximou dos moinhos e com pensamento em sua deusa, Dulcinéia de Toboso, á qual dedicava sua aventura , arremeteu, de lança em riste, contra o primeiro moinho. O vento ficou mais forte e lançou o cavaleiro para longe. Sancho socorreu-o e reafirmou que eram apenas moinhos. Dom Quixote, respondeu que era Frestão, quem tinha transformado os gigantes em moinhos. Análise do trecho Através deste breve relato da Batalha dos Moinhos de Vento, podemos ver com clareza a loucura de Dom Quixote. Naquele momento, podemos observar, Sancho Pança comportar-se com as mesmas idéias de nossa sociedade quando defronta-se com algo fora dos padrões, fora do cotidiano, fora da normalidade petrificada que ela mesma impõem. E com mesma atitude, demostrando, apontando, avisando, porém nada fazendo mediante o fato. Dom Quixote não tinha consciência do que fazia. Ele havia se aprofundado tanto naquele mundo irreal que começou a ver coisas logo após o choque com os moinhos ele percebe com clareza que os gigantes de fato eram moinhos, porém sua imaginação o faz achar que algum mago o hipnotizou, fazendo ele ver nos moinhos os gigantes. Sempre havia uma forma da realidade transformar-se em irrealidade. A batalha contra o ?exército de ovelhas? Neste capítulo do livro, é relatado uma das aventuras de Dom Quixote, o encontro com dois rebanhos de ovelhas. O cavaleiro, com todo o seu sonho, criou paisagens, personagens que não existiam, atribuindo-lhes armas, coroas, escudos que na verdade não existiam, eram somente animais. Foi então que o ?herói? avançou em direção aos rebanhos e, como sempre foi surrado pelos pastores e pelas próprias ovelhas. Trecho Como continuidade da sua loucura, o fidalgo é capaz de imaginar em um campo, que está cheio de ovelhas, dois grandes exércitos, com seus generais e cavalos, guerreando. Aqui, Sancho Pança, também reprime o nobre homem, repetindo atitudes de nossa sociedade. Ele faz um papel de ?acredite se quiser?, concordando com os sonhos de seu amo apenas para satsifazê-lo, ou seja, se não podia controlá-lo, juntava-se a ele. Sancho Pança conquista suas ilhas prometidas Desacreditado em receber sua ilha, Sancho Pança ganhou-a com muito orgulho. Pelo fato de acreditar e acompanhar um cavaleiro, tinha muito prestígio na sociedade. Sancho Pança realizou resolveu vários problemas durante seu curto encontro com o poder, mas a população, que estava apenas fazendo uma brincadeira com o escudeiro, afetou os sentimentos do ?governador?, fazendo-o abdicar ao cargo e voltar a sua vida antiga. Análise do trecho Nesta passagem do livro, analisamos como a sociedade, representada por Sancho Pança, é frágil. Ao acreditar estar recebendo os reinos prometidos por ?nosso herói?, o fiel escudeiro rende-se à fantasia de Dom Quixote, movido pela ganância e pelo poder. Em contra partida, sua análise mais crítica do fato demonstra a atitude de debocho e desprezo dos habitantes da ilha, pouco se importando com o estado do ajudante e do próprio cavaleiro. Não refletiram se Dom Quixote tinha algum problema mental ou se precisava de ajuda. Ao contrário, invés de ajudá-lo, contribuíram para a sua ridicularização. Finalizando, o livro de Miguel de Cervantes retoma a história do povo espanhol e do Europa, retratando as aventuras dos inúmeras cavaleiros, sendo por isso considerado a última novela de cavalaria. Critica também as atitudes da sociedade e como alguns componentes desta alertaram para o problema de Dom Quixote e se esforçaram para o problema para tentar solucioná-lo. Causas do surgimento de Dom Quixote: Perda da riqueza - Dom Quixote era um fidalgo, filho de pais ricos. No entanto, durante sua vida, ele vai perdendo suariqueza, pagando dívidas e comprando livros. Por isso, mergulha na literatura em busca da solução desta dificuldade, até demais. Mudança em sua vida - Além de perder sua riqueza, Dom Quixote, ao nosso ver, começa a agir como um cavaleiro em busca de uma mudança, uma nova vida. Ele já tinha uma idade relativamente avançada e vivia muito só. Por isso deixa-se levar por imaginação e passa a viver num mundo ilusório, fantasioso. Conseqüências da ?loucura? de Dom Quixote Lesão às pessoas - Ao agir como Dom Quixote, o cavaleiro não distinguia as pessoas com quem encontrava, prejudicando algumas e, consequentemente, auxiliando outras, física e financeiramente. Perda da história - Quando os amigos de Dom Quixote descobrem a causa de sua ?insanidade?, decidem por acabar de vez com ela, queimando todas as suas novelas de cavalaria. Por outro lado, ao agir desta forma, a sociedade comprova seu poder, eliminando algo que possa causar mais problemas futuros, que possa incomodá-la. Morte do personagem - Dom Quixote, inconsciente de seus atos, não percebe o desgaste de seu corpo e, infelizmente, como ele próprio afirma, só retorna à realidade quando já está nos momentos finais de sua vida. Morre arrependido, mas em paz por tê-la feito a tempo.

Quando estiver em dificuldades... - Charles Chaplin


Quando estiver em dificuldade
E pensar em desistir,
Lembre-se dos obstáculos
Que já superou.
OLHE PARA TRÁS.

Se tropeçar e cair,
levante,
Não fique prostrado,
Esqueça o passado.
OLHE PARA FRENTE.

Ao sentir-se orgulhoso,
Por alguma realização pessoal,
Sonde suas motivações.
OLHE PARA DENTRO.

Antes que o egoísmo o domine,
Enquanto seu coração é sensível,
Socorra aos que o cercam.
OLHE PARA OS LADOS.

Na escalada rumo às altas posições
No afã de concretizar seus sonhos,
Observe se não está pisando EM ALGUEM
OLHE PARA BAIXO.

Em todos os momentos da vida,
Seja qual for sua atividade,
Busque a aprovação de Deus!
OLHE PARA CIMA.

"Nunca se afaste de seus sonhos,
pois se eles se forem,
você continuara vivendo,
mas terá deixado de existir".

Soneto da perdida esperança - Drummond

 

Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.

Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.

Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não? na noite escassa

com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim! ao eterno.

Poema de sete faces - Drummond

 

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Frases de Luís Fernando Veríssimo

verissimo

 

Luis Fernando Veríssimo é um escritor, jornalista, humorista e cronista brasileiro, filho do também escritor Érico Veríssimo. É o escritor que mais vende livros no Brasil.

A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final.

Brasil: esse estranho país de corruptos sem corruptores.

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.

No Brasil o fundo do poço é apenas uma etapa.

Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet.

Você é o seu sexo. Todo o seu corpo é um órgão sexual, com exceção talvez das clavículas.

Carlos Drummond de Andrade : NO MEIO DO CAMINHO

 

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Sexa (Luís Fernando Veríssimo)

- Pai........
- Hummmmm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É.Quer dizer,não.Existem dois sexos.Masculino e Feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino.Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino.A palavra "SEXO" é masculina.O SEXO masculino,o SEXO feminino.
- Não devia ser "A SEXA"?
- Não.
- Por que não?
- Porque não!Desculpe.Porque não."SEXO" é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- É.Não!O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo mesmo.Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É.Quer dizer...Olha aqui.Tem o SEXO masculino e o SEXO feminino,certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não.Ou,são!Mas a palavra é a mesma.Muda o sexo,mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo.É sempre masculino.
- A palavra é masculina .
- Não." A palavra" é feminino.Se fosse masculino seria "o pal..."
- Chega!Vai brincar ,vai.
O garoto sai e a mãe entra.O pai comenta:
-Temos que ficar de olho nesse guri...
- Por quê?
Ele só pensa em gramática.

quinta-feira, novembro 12

Sejam Bem Vindos

     Olá, me chamo Eliabe Macêdo de Paiva, sou escritor de primeira viagem e estou ingressando aos poucos no meu da brilhante e admirável literatura. Este blog tem por objetivo apresentar obras literárias e parte do meu primeiro livro, intitulado A VISITA.

     Espero que gostem e desde já informo aos leitores interessados em divulgar os seus textos literários aqui no blog que devem enviar os textos desejados ao email: literaturaeciencia@hotmail.com

Serão lidos e publicados no blog os textos mais interessantes. Não percam essa oportunidade!