quinta-feira, janeiro 14

Cordel – O Natal de Neli

 

O Natal de Neli

Amigo, caro amiguinho

Uma história eu vou contar

O natal de uma menina

Que pra vocês vou mostrar

Era uma criança humilde

Mas deu muito o que falar.

 

De família muito pobre

Uma boa infância viveu

Valorizando os momentos

Felizes que Deus lhe deu

No tempo da inocência

Com sua família cresceu.

 

Entre painho e mainha

Assim a menina os chamava

Foi uma vida difícil

Mas essa menina não olhava

Só percebia a bondade

Naqueles que a rodeava.

 

No tempo da sua infância

Televisão não existia

Computador muito menos

Mas sabe o que acontecia?

Brincava com a natureza

Com coisas que ela fazia.

 

Brincadeira desse tempo

Todo mundo ia querer

Melhor que o vídeo game

Que faz criança esquecer

Do ar e da liberdade

Que lá fora pode ter.

 

Esse lá fora que falo

Não é meio da rua não

Pode ser o seu quintal

Ou brincar com seu irmão

Tirar os olhos da tela

Pra ver o nosso mundão.

 

Observar nosso céu

O fruto que Deus nos dá

Também pode com as estrelas

Junto aos amigos contar

Contar bastante estrelinha

E brincar até cansar.

 

De barra-bandeira e boi passa

De roda, anel e melancia

De se esconder, minha gente

Assim a menina vivia

Mas do Papai Noel eu lhe digo

Crer nele não impedia.

 

Continuando a história

Uma coisa eu vou contar

O nome dessa menina

Que agora eu vou lhe dar

É um nome que eu dei

Neli nós vamos chamar.

 

Ela teve nove irmãos

E com todos conviveu

O seu pai era pedreiro

E a mãe que Deus lhe deu

Amiguinhos, vou dizer:

Eu sei que ela sofreu.

 

Todo ano no Natal

A criançada esperava

Um presente do papai

Papai Noel aguardava

Ele só trazia bombons

E ali perto deixava.

 

Só podiam ser bombons

Os presentes que trazia

Papai Noel era pobre

Mas muita questão fazia

Agradar a todos nove

Isso ele sempre queria.

 

Na casa da tal Neli

Cama não se encontrava

Só do painho e mainha

Era que ali se achava

Dormiam todos de rede

Mas nunca se reclamava.

 

Neli contava aos amigos

As coisas que acontecia

Quando chegava o Natal

O que a criança queria?

Esperar papai Noel

Mas mesmo assim adormecia.

 

Papai Noel de mansinho

Com o seu presente chegava

E embaixo de cada rede

O presentinho deixava

Aquele, o mais sabido

Seu presentinho roubava.

 

Papai Noel não é tolo

E logo a história mudou

Deixar presente embaixo

Da rede não mais deixou

Colocar dentro da rede

A inteligência ele usou.

 

Mas o melhor da história

Agora já vai saber

Sabem o que acontecia?

Grande salada ia ter

Mijo e bombons com força

No outro dia ia se ver.

 

Não estranhe amiguinhos

Esta história de Neli

Por que qual foi a criança

Que não tenha feito xixi?

Se isso não acontecia

Venha me dizer aqui.

 

Amigo, caro amiguinho

Um recado eu vou deixar

Seja rico, ou seja pobre,

Faça o seu natal chegar

Não importa o seu presente

O que você vai ganhar.

 

Seja beijo, ou seja abraço,

O importante é guardar

Guarde bem no coração

E saiba aproveitar

Porque o maior presente

Mais tarde Deus vai lhe dar.

 

Neli a dona da história

Muitos presentes ganhou

Com a força de vontade

Por muito tempo estudou

Juntou trabalho e estudo

Até que um dia se formou.

 

Digo o grande presente

É encontrar felicidade

Na pobreza ou na riqueza

Com o coração sem maldade

Seja sempre amiguinho

Mande embora a falsidade.

 

Nelcimá

27/12/2008

Nelcimá agradecemos a sua participação!

terça-feira, dezembro 22

FELIZ NATAL A TODOS!!!

 

É isso aí pessoal, já está chegando o Natal. A equipe Literatura & Ciência agradece a particpação e a colaboração de vocês, desejando um feliz Natal e um próspero ano novo.

 

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Comemoremos a vida, a família, os amigos e os nossos ideais. Ah ! Como seria bom se nesse natal pudéssemos realizar todos nossos sonhos.
Se pudéssemos enfrentar de cabeça erguida todos nossos problemas e sairmos vitoriosos em tudo isso.
Como eu gostaria de poder realizar meu sonho sentimental e nesse dia feliz encontrar quem eu, por toda minha vida procurei.
Encontrar você... meu mais doce amor! E juntos poderíamos navegar no embalo das músicas natalinas, no soar de cada sino e brilharmos juntinhos feito luzes de natal.
E tenha a certeza que esse dia, seria o dia mais feliz da minha vida, pois seria uma noite de grandes felicidades... uma Noite de Natal.

domingo, dezembro 20

PROCESSO SELETIVO DE COLUNISTAS

      

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    O presente Concurso tem por finalidade determinar os colunistas que farão parte do blog: Literatura & Ciência no ano de 2010. Estes ficaram encarregados de publicarem artigos semanalmente, garantindo aos leitores o melhor conteúdo literário.

REGRAS:

  • Os participantes interessados em tornar-se um colunista do blog: LITERATURA & CIÊNCIA deverão enviar um artigo, no formato DOC (Microsoft Word), na categoria escolhida, com no mínimo 2.000 caracteres e no máxino 4.000 para o email: literaturaeciencia.blogspot.com
  • O título do artigo ficará a critério do participante.
  • Os respectivos artigos, devem ser enviados até o dia 31 de janeiro de 2009. Os textos serão analisado, e os convocados serão informados por email até o dia 01 de janeiro de 2010.

  • Os participantes devem escrever seus artigos nas seguinte categorias:

- POEMAS;

- LITERATURA MODERNA;

- CORDEL;

- LIVROS;

- CONTOS;

- CRÔNICAS.

 

  • Cada participante terá o direito de enviar apenas 1(um) artigo. O participante que enviar mais de um, será automaticamente desclassificado.
  • Os colunistas do blog: Literatura & Ciência, não receberão remuneração. A prática na arte de escrever e a oportunidade de compartilhar conhecimentos serão seus benefícios.

MODELO DO ARTIGO

 

TÍTULO DO ARTIGO

Nome do Participante

 

[Texto em arial 12, espaçamento 1,5]

 

 

Nome Completo:

Idade:

Cidade/Estado:

Telefone para Contato:

BOA SORTE A TODOS!

Eliabe Macêdo de Paiva

 

OS INTERESSADOS DEVEM COMENTAR!!!

sexta-feira, dezembro 18

LEVI PAIVA DE MACÊDO - POEMAS

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Confiram a participação do poeta Levi Paiva de Macêdo. Abaixo seguem seus poemas. Obrigado por sua contribuição!

Boa Leitura.

 

Almejo a paz


Um canto de um passarinho satisfaz
Tomar banho de cachoeira é demais
Sentir o cheiro do ar puro do campo é flor
Exalar perfume do amor
Sentir como a vida é bela
Uma eterna e sublime aquarela
Uma serenidade no outono ou primavera
inverno ou verão
Uma vida cheia de emoção
Amar
Passeiar
Trabalhar
Cantar
Cantarolar
Eu sou assim
Um peregrino da Esperança
A Fé minha alcança
Vivo em Paz
Em contato constante com o universo
Num olhar de uma criança
Esperança
A vida é o álacre olor
O melhor sabor
Uma vida bem vivida
Adornada pela guarida
Na plenitude do amor
Este a maior energia
E melhor e mais capaz simetria
Na simiose da explendidade felicidade
Viver hoje a eternidade
fazer amizades
Sinceridade
Olhar a vida com bons olhos
Ser otismita e andar na pista
Do amor e da paz
Ser justo e de bom coração
Emoção
Capaz de satisfazer
O Recôndido
O Âmago
Sou Feliz!


Levi Paiva de Macêdo

 

TEU SILÊNCIO

Esse teu silencio é devorador
Esse teu silencio me faz sofrer
Sofrer por amor
Por te amar e te querer
Teu silencio assusta
Um coração de um homem
Um homem carente do teu amor
Que te oferece uma flor
Teu silencio
Minha incerteza
Natureza
De um homem viril
Azul anil
Qualquer cor
A cor do amor
Teu silencio é voraz
É capaz
De desnortear
Provocar
Uma situação
Difícil
Diferente
De um homem gentil
Azul anil
De um homem carente
Ah! Esse teu silencio me pertuba
Teu gelo me arrasa
Fico sem graça
Sem forças para viver
Porque só amo você.


Levi Paiva de Macêdo

500 acessos!!!

 

          Parabéns a vocês leitores, estamos com 500 acessos. Devemos tudo isso ao interesse de vocês por parte do blog. Agradecemos a todos. Todos os dias estamos atualizando para oferecer o melhor conteúdo literário.

 

AINDA DÁ TEMPO!

PARTICIPEM escrevendo para literaturaeciencia@hotmail.com

quarta-feira, dezembro 16

O Sabido sem Estudo - CORDEL

 

       O cordel que estou postando aqui, vem do site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

 

O Sabido sem Estudo
Autor: Manuel Camilo dos Santos

Deus escreve em linhas tortas
Tão certo chega faz gosto
E fez tudo abaixo dele
Nada lhe será oposto
Um do outro desigual
Por isto o mundo é composto

Vejamos que diferença
Nos seres do Criador
A águia um pássaro tão grande
Tão pequeno um beija-flor
A ema tão corredeira
E o urubu tão voador

Vê-se a lua tão formosa
E o sol tão carrancudo
Vê-se um lajedo tão grande
E um seixinho tão miúdo
O muçu tão mole e liso
O jacaré tão cascudo

Vê-se um homem tão calado
Já outro tão divertido
Um mole, fraco e mofino
Outro valente e atrevido
Às vezes um rico tão tolo
E um pobre tão sabido

É o caso que me refiro
De quem pretendo contar
A vida d’um homem pobre
Que mesmo sem estudar
Ganhou o nome de sábio
E por fim veio a enricar

Esse homem nunca achou
Nada que o enrascasse
Problema por mais difícil
Nem cilada que o pegasse
Quenguista que o iludisse
Questão qu’ele não ganhasse

Era um tipo baixo e grosso
Musculoso e carrancudo
Não conhecia uma letra
Porém sabia de tudo
O povo o denominou
O Sabido Sem Estudo...

Um dia chegou-lhe um moço
Já em tempo de chorar
Dizendo que tinha dado
Cem contos para guardar
Num hotel e o hoteleiro
Não quis mais o entregar

O Sabido Sem Estudo
Disse: - isto é novidade?
Se quer me gratificar
Vamos lá hoje d etarde
Se ele entregar disse o moço:
- Dou ao senhor a metade

O Sabido Sem Estudo
Disse: - você vá na frente
Que depois eu vou atrás
Quando eu chegar se apresente
Faça que não me conhece
Aí peça novamente

O Sabido Sem Estudo
Logo assim que lá chegou
Falou com o hoteleiro
Este alegre o abraçou
O rapaz nesse momento
Também se apresentou

O Sabido Sem Estudo
Disse: - Eu quero me hospedar
Me diga se a casa é séria
Pois eu preciso guardar
Quinhentos contos de réis
Pra depois vir procurar

Respondeu o hoteleiro:
- Pois não, a casa é capaz
Agora mesmo eu já ia
Entregar a este rapaz
Cem contos que guardei dele
Há pouco dias atrás

Nisto o dono do hotel
Entrou e saiu ligeiro
Com um pacote, disse ao moço:
- Pronto amigo, seu dinheiro
Confira que está certo
Pois sou homem verdadeiro

Aí o Sabido disse:
- Ladrão se pega é assim
Você enganou o tolo
Mas foi lesado por mim
Vou metê-lo na polícia
Ladrão, safado, ruim

O hoteleiro caiu
Nos pés dele lhe rogando:
- Ó meu senhor não descubra
Disse ele: - só me dando
A metade do dinheiro
Que você ia roubando

O hoteleiro prevendo
A derrota em que caía
Além de ir pra cadeia
Perder toda freguesia
Teve que gratificar-lhe
Se não ele descobria

Foi ver os cinqüenta contos
No mesmo instante lhe deu
Outros cinqüenta do moço
Ele também recebeu
E disse: - nestas questões
Quem ganha sempre sou eu

E assim correu a fama
Do Sabido Sem Estudo
Quando ele possuía
Um cabedal bem graúdo
O rei logo indignou-se
Quando lhe contaram tudo

Disse o rei: - e esse homem
Sem nada ter estudado
Vive de vencer questão?
Isso é pra advogado
Vou botá-lo num enrasque
Depois o mato enforcado

O rei mandou o chamar
E disse: - eu quero saber
Se o senhor é sabido
Como ouço alguém dizer
Vou decidir sua sorte
Ou enricar ou morrer

Você agora vai ser
O médico do hospital
E dentro de quatro dias
Tem que curar afinal
Os doentes que lá estão
De qualquer que seja o mal

Se você nos quatro dias
Deixar-me tudo curado
De forma que fique mesmo
O prédio desocupado
Ganhará cinco mil contos
Se não será degolado

Está certo disse ele
E saiu dizendo assim:
- O rei com essa asneira
Pensa que vai dar-me fim
Pois eu vou mostrar a ele
Se isto é nada pra mim

E chegando no hospital
Disse à turma de enfermeiros:
- Vocês podem ir embora
Eu sou médico verdadeiro
De amanhã em diante aqui
Vocês não ganham dinheiro

Porque amanhã eu chego
Bem cedo aqui neste canto
Mato um destes doentes
E cozinho um tanto ou quanto
Com o caldo faço remédio
E curar os outros eu garanto

Foram embora os enfermeiros
E ele saiu calado
Os doentes cada um
Ficou dizendo cismado
- Qual será o que ele mata?
Será eu? Isto é danado!...

Outro dizia consigo:
- Será eu o caipora?
Mais tarde um disse: - E eu
Estou sentindo melhora
Outro levantou e disse:
- Estou melhor, vou embora

Um amarelo que estava
Batendo o papo e inchado
Lavantou-se e disse: - Eu
Estou até melhorado
Pois já estou me achando
Mais forte, gordo e corado

Já estou sentindo calor
De vez em quando um suor
Um doente disse: - Tu
Estás é muito peior
Disse o amarelo: - Não
Vou embora, estou melhor

E assim foram saindo
Cada qual para o seu lado
Quando chegava na porta
Dizia: - Vôte danado!
O diavo é quem fica aqui
Pra amanhã ser cozinhado

Um moço disse que ouviu
Um mudo e surdo dizer
Que um cego tinha visto
Um aleijado correr
Sozinho de madrugada
Já com medo de morrer

De fato um aleijado
Que tinha as pernas pegadas
Foi dormir, quando acordou
Não achou os camaradas
A casa estava deserta
E as camas desocupadas

Com medo pulou da cama
E as pernas desencolheu
Rasgou a "péia" no meio
E assombrado correu
Dizendo: - Fiquei dormindo
E nem acordaram eu!...

No outro dia bem cedo
O Sabido Sem estudo
Chegando no hospital
Achou-o deserto de tudo
Sorriu e disse consigo:
- Passei no rei um canudo

O Sabido Sem Estudo
Chegou no prazo marcado
Na corte e disse ao rei:
- Pronto já fiz seu mandado
Os doentes do hospital
Já saiu tudo curado

O rei foi pessoalmente
Percorrer o hospital
Não achando um só doente
Disse consigo afinal:
- Aquele ou é satanás
Ou um ente divinal

Deu-lhe o dinheiro e lhe disse:
- Retire-se do meu reinado
O Sabido Sem Estudo
Lhe disse: - Muito obrigado
Pra ganhar dinheiro assim
Tem às ordens um seu criado

Campina Grande, PB, 21/11/1955

FIM

Literatura de Cordel

 

          Confiram a primeira vez que a literatura de Cordel passa pelo nosso blog. Sem dúvidas aparecerão outras vezes! Se você escreve literatura de Cordel, envie o seu trabalho para o nosso email. Sua participação é fundamental.

 

O que é literatura de cordel?

 

          Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo.

          O nome de Cordel  teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.

 

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Origens da literatura de cordel

 

          As primeiras manifestações da literatura popular no ocidente ocorreram por volta do século XII. Peregrinos encontravam-se no sul da França, em direção à Palestina; no norte da Itália, para chegar à Roma; e ainda na Galícia, no santuário de Santiago.

          Nesses encontros eram transmitidas as histórias e compostos os primeiros versos, de forma muito primitiva.

             O que interessa para nós é que foi dessa forma que surgiram os primeiros núcleos de cultura regional que espalharam-se pela Europa e, posteriormente, pela América.

 

Grandes autores da poesia popular brasileira

 

Centenas, talvez milhares de autores poderiam ser listados aqui, mas vou falar dos três mais conhecidos.

Leandro Gomes de Barros

Foi o mais importante e mais famoso autor da literatura de cordel brasileira. Seu livreto “O Cachorro dos mortos” vendeu mais de um milhão de exemplares.

João Martins de Athayde

Autor popular que mais produziu. Comprou os direitos autorais de Leandro Gomes de Barros quando da sua morte, passando a editar também seus poemas.

Cuíca de Santo Amaro

O mais terrível poeta popular. Fazia denúncias contra corruptos e poderosos de sua época. Era amigo íntimo de Jorge Amado, que o incluiu como personagem em seus Tereza Batista, Cansada de Guerra  e no conto A morte de Quincas Berro D’água.

Agradecemos ao site: www.lendo.org